quarta-feira, março 26, 2008
terça-feira, março 25, 2008
Não Fui Eu...
Não olhem assim para mim. Mas qual taberna? A Moric e a Yespica são senhoras com classe - não vão por aí. O que é que eu disse antes? Não fui eu - inocente! Eu até desconfio que foi o PGuerra ou o Edu que puseram o post em meu nome. A sério, não fui eu...
Pecado Original 26
Bom, tenho a dizer em minha defesa que não fui eu quem começou. Se o E Deus Criou a Mulher pôs a foto, eu posso pôr a continuação, este "baletto" sublime da Moric e da Yespica. Adoro tango. Mas não fui eu (quizás...gostava de ter sido).
P.S.:Vota Berlusconi! (ah, tantos que gostavam de ter uma Mediaset em Portugal. Tantos...)
terça-feira, março 18, 2008
A viagem continua
Dia memorável. Siena. Não sabia o que ia encontrar. A bela Toscana. Excelente. Para mais a visita deu-se num dos dias mais importantes da cidade. O Pálio. A imagem foi tirada ao fim da manhã, quando acabaram as corridas matinais. Ainda hoje posso sentir o cheiro a terra batida molhada, no meio da pista, no centro do mundo, regava-se o piso. À tarde havia mais.
segunda-feira, março 17, 2008
Itália continua...
domingo, março 16, 2008
Histórias de Itália IV
Passávamos pela noite de Florença, em busca do restaurante que nos haviam recomendado. Chegámos a uma praça, numa zona mais distante, mas que eu tive a estranha impressão de já termos visitado. Seria da noite, talvez. Não a reconheceria bem a esta hora, pensei.
Aqui vos deixo as fotos deste feliz encontro (nem sequer havíamos planeado visitar a dita praça, não fora pelo restaurante), e um vídeo da leitura de Benigni (o italiano, sendo italiano literário, é especialmente rarefeito, só incluo o vídeo pelas imagens da praça ao princípio).
E aqui terminam as pequenas histórias, publicáveis, de Itália.
sábado, março 15, 2008
Histórias de Itália III
Passámos pelas célebres masmorras venezianas, na Ponte dos Suspiros. Ao contrário do que se poderia supor, não é, de todo, romântica a origem desse nome - parece que, sendo a ponte para as Prigioni Nove, os prisioneiros suspiravam por ser a última vez que viam o mundo exterior. Terá sido aí "residente" e conseguido memoravelmente escapar, Giacomo Casanova (essa referência). Olhando as paredes ocres, constatámos que vários visitantes não resistiram a marcar (com pouca arte, diga-se) a sua passagem.
Eis que, entre os registos, encontramos uma referência portuguesa. Nem mais nem menos que o Farinha, de Sacavém. Bem visível o país, que é para os compatriotas em geral, e camaradas do chavascal em particular, identificarem. É certo que remete para 1963, mas gostaria de deixar este pormenor, dos calabouços infames de Veneza, à atenção dos leitores do Generosità sitos em Sacavém (que os há).
É claro que, por camaradagem, os dois bloggers viajantes tiveram que deixar também a sua marca, inocentemente, sem beliscar muito as paredes. A bem da posteridade, dos portugueses vindouros.
É claro que, por camaradagem, os dois bloggers viajantes tiveram que deixar também a sua marca, inocentemente, sem beliscar muito as paredes. A bem da posteridade, dos portugueses vindouros.
Histórias de Itália II
10h, cerca, da noite, na pequena estação de Siena, para apanhar o comboio para Florença. Cansados, depois de ter tido que esperar sob um frio gélido, entrámos finalmente no comboio. Tive que perguntar a um "jovem" initrigante para onde ia aquele comboio. Sempre bom confirmar. Digo intrigante porque não chegava a perceber se o estilo seria a puxar mais para o indiano ou para o cigano. Nem quis saber. Mas o facto de ele ter um pequeno gang com ele, de personagens igualmente intrigantes, não me tranquilizou.
Entrámos na carrugem, para o merecido repouso depois de tantas peripécias diurnas. O frio e o cansaço... Mas ainda não era para ser. Subitamente, entram na carruagem um par de "poliziotti", e pedem-nos os documentos. Totalmente inusitado, "out of the blue". Lá lhe expliquei em italiano que éramos estrangeiros, portugueses, em "vacanze". Disse que sim, mas não ficou muito convencido. Levou os nossos B.I. e esteve a confirmá-los na parte final da carruagem, com o colega, uns bons 10 minutos. Como o confirmou não sei ao certo, haveria um computador, talvez, ou algo menos sofisticado. Ficámos desconfiados com aquela demora. Deram-nos os B.I.s, finalmente, depois de nos termos levantado quando o polícia saiu com eles da carruagem. Tudo em ordem. Mas estavam à espera do quê?
Não... não se metam nisso... Estes portugueses não os apanham vocês. 100% limpos. Vejam lá se apanham os verdadeiros criminosos, que aqui a "Coisa Nossa" continua seguramente.
Entrámos na carrugem, para o merecido repouso depois de tantas peripécias diurnas. O frio e o cansaço... Mas ainda não era para ser. Subitamente, entram na carruagem um par de "poliziotti", e pedem-nos os documentos. Totalmente inusitado, "out of the blue". Lá lhe expliquei em italiano que éramos estrangeiros, portugueses, em "vacanze". Disse que sim, mas não ficou muito convencido. Levou os nossos B.I. e esteve a confirmá-los na parte final da carruagem, com o colega, uns bons 10 minutos. Como o confirmou não sei ao certo, haveria um computador, talvez, ou algo menos sofisticado. Ficámos desconfiados com aquela demora. Deram-nos os B.I.s, finalmente, depois de nos termos levantado quando o polícia saiu com eles da carruagem. Tudo em ordem. Mas estavam à espera do quê?
Não... não se metam nisso... Estes portugueses não os apanham vocês. 100% limpos. Vejam lá se apanham os verdadeiros criminosos, que aqui a "Coisa Nossa" continua seguramente.
sexta-feira, março 14, 2008
Histórias de Itália I
Havia que ir à Accademia de Florença visitar o David de Miguel Ângelo. Uma obra-prima, realmente. Por serem proibidas, tive que tirar uma foto furtiva, por detrás do pilar, enquanto a segurança (das que fazem o curso do grito "no photo!" ou "no flash!"), falava com outra pessoa, distraída.
Miguel Ângelo concebeu David com formas intencionalmente desproporcionadas (refiro-me nomeadamente às mãos), exactamente para permitir uma visão mais poderosa, de baixo para cima. Esses pormenores de génio fazem a estátua parecer bem mais alta do que realmente é. O voo da mente, mais uma vez, na mão do artista.
O que é interessante reflectir nesta obra é o facto de ser a antítese da história bíblica, em que Golias era o gigante, derrotado pelo pequeno David. Aquilo que me ocorreu, nessa perspectiva de baixo para cima, foi a ideia de Miguel Ângelo em querer representar a última imagem que teria visto Golias. Eis a ironia captada na história real. Aos pés de David, o gigante no solo vê o seu antes pequeno adversário em formas gigantescas. É um aviso à soberba, à arrogância. Uma espécie de representação excelsa do adágio "quanto maiores são, maior é a queda".
Achei piada a ter tentado entrar, desta forma, nas intenções de Miguel Ângelo. Não tenho a presunção de ser pioneiro nessa observação, mas o certo é que, realmente, não a li em nenhum outro lado. Seguramente, existirá.
Ainda assim, não deixa de ser bela esta ironia de Miguel Ângelo e (e isto, sim, estava escrito algures) um hino à vitória (às vezes são poucas, mas ainda assim existem) da inocência, e da mente, sobre a bruteza. Quando a mente voa, agiganta-se sobre qualquer gigante que exista. Essa é a mensagem da história mítica, e a ironia é captada pela sensibilidade de Miguel Ângelo: afinal, a altura é só uma questão de perspectiva...
A Idade da Culpa
Antes era tudo tão fácil, aqueles escapes à "sacaninha" sempre à mão. Aqueles adiamentos sem pagamento pessoal. Mas depois chega a tal idade, a idade da culpa, por mais que não queiramos. Ganham-se algumas coisas, perdem-se outras, suponho. Mas os actos passam a ser mais contabilizados, e a consciência encontra inevitavelmente uma forma de se manifestar, de nos avisar - e aos outros.
Ah, a culpa. Alguém a dizia uma invenção judaica. Fundamental na vida em sociedade, está visto.
Ah, a culpa. Alguém a dizia uma invenção judaica. Fundamental na vida em sociedade, está visto.
"Welcome..."
Nestes tempos de grande incerteza e de insatisfação pessoal, de falta de dinheiro, e de perspectiva de futuro, parece que, sendo jovens e (talvez) ingénuos, cada vez que entramos num "covil", onde as pessoas trabalham, onde têm suas histórias e contas bem presentes, onde nós desconhecemos todas as linhas invisíveis que eles não ultrapassam entre eles, onde se é novidade, se entra a fresco, parece que, algures numa dimensão parelela, ouvimos claramente "Welcome..." (said the spider to the fly...).
Mas como dizia um grande sábio: "Não se metam nisso... Não têm vida pra isso..."
Mas como dizia um grande sábio: "Não se metam nisso... Não têm vida pra isso..."
A SuperVisão
Os nossos pais têm sempre necessidade de produzir, nas suas mentes, uma qualquer teoria daquilo que se passa connosco. Têm as etapas da vida decoradas na sua memória e tentam adivinhar quais são aquelas que estamos a viver. Normal. Às vezes podem mesmo confrontar-nos com essa opinião, uma espécie de "eu sei, eu sei, o que estás a passar. Não te deslumbres com isso que depois são importantes outras coisas". Mesmo que eles próprios se tivessem deslumbrado com isso, malgrado os erros que eles próprios tenham cometido, mais ou menos graves, e que o Tempo comeu.
Esta visão, da sua parte, daquilo que é o nosso desenvolvimento, quando explícita, passa a supervisão. Para o caso de nós pensarmos que andamos a descobrir a pólvora, sem antes ter disparado um cartucho seco.
Mas são tantas as variáveis novas, como o são as verdades sobre aquilo com que lidamos e que guardamos para nós mesmos. A análise dos pais peca sempre por não ter tudo em consideração.
Ficamos sempre divididos, pois é deles a boa-intenção, e estamos em idade em que julgamos mal em causa própria. Embora, na intensidade do momento tudo soe a controle em excesso.
Esta visão, da sua parte, daquilo que é o nosso desenvolvimento, quando explícita, passa a supervisão. Para o caso de nós pensarmos que andamos a descobrir a pólvora, sem antes ter disparado um cartucho seco.
Mas são tantas as variáveis novas, como o são as verdades sobre aquilo com que lidamos e que guardamos para nós mesmos. A análise dos pais peca sempre por não ter tudo em consideração.
Ficamos sempre divididos, pois é deles a boa-intenção, e estamos em idade em que julgamos mal em causa própria. Embora, na intensidade do momento tudo soe a controle em excesso.
quinta-feira, março 13, 2008
A Era do Vazio
Há alturas em que em torno tudo parece árido ("Welcome to the desert of the real"). Parece não haver gente, juventude - verdadeira juventude (e eu sei ver a diferença). As ruas e os espaços parecem todos esvaziados de vitalidade, de virtude - de futuro. Como se, pior que a incerteza com o presente, fosse a incredulidade num melhor futuro, numa espécie de projecto. Nada de bom pode vir daí, claro. Quando a sociedade só pensa em repartir o que há em vez de criar mais, quando os mais velhos se demitem e os mais novos não se afoitam, nada de bom pode vir daí.
O Pecado do Costume
Desço uma rua do Bairro Alto e deparo-me com um carro estacionado frente a uma casa. Como não sou um "habitué", nem sei se aquilo é comum. À porta estava uma rapariga presa. Estavam a tirar o carro os... bom nem sei bem o nome da profissão. - rebocadores? Vestiam macaco azul, a morrer de chique com o estilo macambúzio. Por acaso conhecia a rapariga - vejam bem a situação. E fiquei a falar um pouco com ela à porta, curiosamente à distância de um eixo de rodas. Sendo estrangeira, falei consigo na sua língua natal. E falei também com os rebocadores (na nossa), ofereci-lhes a minha ajuda. Já que estava ali, e esperava para cumprimentar a minha amiga, não via porque não me fazer útil (não tenho talento para ser senhoril). E sinceramente, claro, não era um "pronto, eu ofereci-me mas os senhores não querem, não é verdade? Eu tentei". Já tenho feito trabalhos mais árduos. Nem me responderam. Nem um indício de continuar a conversa. Enfim, um estilo que, em bom nortenho se diz "morcão". Infelizmente, eu suspeito que a questão seja somente a mais típica. Mas porquê ter inveja de eu estar para ali a falar noutra língua? Ou não o devia fazer "em solo nacional"? Se eu gosto e acho que isso me enriquece? Limpem essas cabeças, reboquem a parvoíce convosco. Se querem invejar, invejem o que vale a pena.
Somos um povo com grandes qualidades, é certo. Mas somos humanos, e temos a face negra que decorre dessa natureza. Agora, eu continuo a achar que não há direito de, quem aja de boa-fé, ser subrepticiamente condenado. Talvez o problema seja o de pensarem que quem utiliza cultura faz necessariamente "show-off". Talvez não dê para ver a diferença. Nesse caso, a crítica deles é justamente a quem, sabendo das regras, anda a induzir, criminosa e vaidosamente, inveja.
Maldito pecado.
Somos um povo com grandes qualidades, é certo. Mas somos humanos, e temos a face negra que decorre dessa natureza. Agora, eu continuo a achar que não há direito de, quem aja de boa-fé, ser subrepticiamente condenado. Talvez o problema seja o de pensarem que quem utiliza cultura faz necessariamente "show-off". Talvez não dê para ver a diferença. Nesse caso, a crítica deles é justamente a quem, sabendo das regras, anda a induzir, criminosa e vaidosamente, inveja.
Maldito pecado.
terça-feira, março 11, 2008
A minha Itália 1
A minha Itália
Como já anteriormente disse, nos próximos tempos vou deixando as minhas memórias de Itália.
Serve de contraste com a recente viagem realizada pelos meus companheiros de blogue. Com 6 anos de diferença a Bella Itália permanece intemporal. Talvez a maior diferença se resuma às estações do ano, agora no Inverno 6 anos atrás na azáfama do Verão.

Entre o passeio de gôndola e os afazeres de um dia de manhã.
Serve de contraste com a recente viagem realizada pelos meus companheiros de blogue. Com 6 anos de diferença a Bella Itália permanece intemporal. Talvez a maior diferença se resuma às estações do ano, agora no Inverno 6 anos atrás na azáfama do Verão.

Entre o passeio de gôndola e os afazeres de um dia de manhã.
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