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quarta-feira, abril 22, 2009

Cinema?

A ter em atenção os seguintes filmes. Não soam a 'blockbusters'... mas o tema interessa.




quarta-feira, dezembro 31, 2008

Olivus 2008: Filme do Ano

Decidi (os estatutos assim o permitem) suprimir o Olivus Award para Música, e converti-o em Filme do Ano. Porquê? - porque, não sendo um cinéfilo propriamente dito, muito menos sou um apreciador refinado de música. Em termos musicais, pertenço à escola: "Don't know much about Art, but I like that!" (aponta para mapa de emergência do museu, pensando que se tratava de um Paula Rego).

Já em termos de cinema, há uma enorme diferença: é exactamente o mesmo, embora eu me atreva a opinar.

Oiçam... o Óscar manda nos prémios dele - e eu mando nos meus.

[***]

Pois bem. De novo deixando piadas, e passando a assuntos sérios, há um filme que merece, 'far and away' o prémio, e refiro-me obviamente ao "Batman: The Dark Knight".


Nada direi da realização, nada direi da produção, nada direi da iluminação (?). Mas facilmente se percebe a qualidade dos actores (estamos a falar de um filme que se dá ao luxo de ter Michael Caine e Morgan Freeman como actores secundários), sobretudo pela suprema (excessiva?) dedicação de Heath Ledger ao papel de Joker.

Quer o admitamos, quer não, o advento da morte de Ledger veio dar ainda mais força artística a este personagem, para o tornar inesquecível. Esperemos que não tenha sido essa a intenção de Ledger - nem mesmo a Arte se sobrepõe à Vida. Pelo contrário - deve celebrá-la. E a sua morte é uma tragédia que nada justificaria.

Assumindo-a embora, acontece que as próprias idiossincrasias de Joker, com a sua cara oculta, parcialmente desfigurada, contribuem para que, na mente do espectador, se suma para sempre Heath Ledger. Substitui-o uma personagem... uma sua obra de Arte. É como se não fosse bem Heath Ledger que faz de Joker, mas outrém. De repente, parece até que não há actor, quase como se um Joker existisse. É como se Ledger tivesse pensado em tudo, e quisesse confundir o antes e o depois, o vivo e o não-vivo - com uma criatura estranha pelo meio.

O enredo do filme, para mais, é bom, por exemplo, na exploração da natureza humana com o dilema da aniquilação mútua (situação dos barcos), mas, sobretudo, no sacrifício de Batman, a sua maldição à clandestinidade para manter, nas pessoas - no 'mainstream' - uma ilusão de esperança. Também de ilusões, de esperanças, vivem as sociedades humanas. E, por entre a racionalidade, o hábito, também dos seus próprios heróis.

Confesso que, tantas vezes, o meu estilo de filme não é mesmo este. Parecia-me ter demasiada acção (no meu caso 'demasiado' é practicamente uma perseguição de carros), demasiado fogo-fátuo por cima de vacuidade do enredo, fluindo com interrupções na qualidade... Grande - grande - surpresa: "Batman: The Dark Knight" 'limpa' tanto os elogios do 'comercial', como do 'intelectual'. E arrisco dizer que, além de filme do ano, tem lugar, necessariamente, numa reflexão sobre o cinema que se fez esta década.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Os Meus Filmes 10: The Bourne Ultimatum

Para mim a trilogia Bourne é capaz de disputar com a do Senhor dos Anéis (muito distintos, bem sei) em termos de "achievement" cinematográfico desta década. Eu, claro, prefiro a Bourne - de longe. Pela história em si, somente. Não consigo gostar tanto da fantasia do Senhor dos Anéis, embora reconheça que, fosse eu mais criança (cronologicamente, pelo menos, chamem-me jovem adulto s.f.f.), talvez fosse fã aguerrido. Por esta idade, parece-me muito adocicado, enjoativo de fantasia. E depois há que perceber que, se uma história de fantasia captura o nosso interesse, é porque há um motivo profundamente humano sob a mesma. A partir do momento em que cremos tê-lo descodificado, o interesse já não é o mesmo.

Bourne foi para mim uma história interessante, desde logo. Não se lembrem, peço-vos, logo da vertigem das perseguições - que isso diz-me tanto ou tão pouco como as batalhas para chegar a Mordor. Eu passo bem sem o ênfase dado a essas partes do filme. Por ser preguiçoso? Talvez.

Mas devo elogiar a saga Bourne pelo prazer intelectual, o enredo bem conseguido. E, para mim o mais importante, a consagração de Bourne como o Bond da nossa geração. Porque nós somos assim, no extremo dos extremos, se a nossa sobrevivência estiver em risco, se estivermos num país estrangeiro, sem ninguém conhecido, só com dinheiro no bolso e a nossa inteligência para voltar a casa. A minha geração solta já frases básicas em várias línguas (ou deve), domina o telemóvel, os trâmites aeroportuários, o PC em qualquer lugar, o carro em qualquer lugar, etc. Bourne é o "super-homem" de uma geração que se fez à pressa, assimilando velozmente muitas literacias, com uma típica ira de inteligência rápida, de execução trivial de algo que os nossos pais diriam complicado e exigindo preparação.

Nós desenrascamos: acolhemos a maior parte dos seres humanos pelo mundo fora como muito parecidos, querendo as mesmas coisas, gostando do mesmo que nós. Tratamos por igual, desconfiamos por igual, desejamos por igual, tememos por igual, amamos por igual. Os códigos básicos estão inseridos na nossa "mainframe", e o digital, o virtual, é desde logo uma extensão do nosso "self". Precisámos de aprender a movermo-nos pelo campo virtual tanto quanto o físico. Em simultâneo, em várias línguas, com várias novidades a surgir.

Bourne é o herói de uma década - de uma década vazia, em que ninguém liderou, em que a esperança na nobreza do ser humano, face à nudez crua da globalização, do terrorismo, da guerra já viu melhores dias. É esta fusão do físico e informático, no sentido lato de informático (todos os formatos, desde o papel ao PC), da quase robotização, que eu acho apaixonante em quanto é uma hiperbolização da nossa vida real. Há profundidade em Jason Bourne, e eu gosto sempre de profundidade.
E, bom, se a isso juntarmos, como em Bourne Ultimatum, uma Julia Stiles, intensamente "lovable", também sozinha, agora rendida, e condenada, ao "lado" de Bourne - temos um excelente filme (quem é que disse aí "tinha que ser..."? Eu ouvi isso.).

A cadência mecanística das cenas de luta terá o seu interesse; mas, volto a insistir, é, para mim, suplantada por pormenores como os de "desenrascanço" (ponham "make do" para ficar menos tuga), de Bourne, com o seu auto-controlo prodigioso, orientado somente para o fim. Absolutamente brilhante.

De tal forma é absorvente este filme que damos por nós, chegado o genérico, na ressaca do final, a arrumar o DVD de forma também mecanística na caixa. Da forma mais "basic-task-what's-next?" possível.

Ah, e... excelente música.

terça-feira, novembro 20, 2007

Os Meus Filmes 9: Match Point

Christopher "Chris" Wilton: The man who said "I'd rather be lucky than good" saw deeply into life. People are afraid to face how great a part of life is dependent on luck. It's scary to think so much is out of one's control. There are moments in a match when the ball hits the top of the net, and for a split second, it can either go forward or fall back. With a little luck, it goes forward, and you win. Or maybe it doesn't, and you lose.

domingo, outubro 21, 2007

Os Meus Filmes 8: Il Gattopardo

"Finché c'è morte c'è speranza."
"Se vogliamo che tutto rimanga come è, bisogna che tutto cambi."

"Tutto questo non dovrebbe poter durare; però durerà, sempre; il sempre umano, beninteso, un secolo, due secoli ...; e dopo sarà diverso, ma peggiore. Noi fummo i Gattopardi, i Leoni; quelli che ci sostituiranno saranno gli sciacalletti, le iene; e tutti quanti Gattopardi, sciacalli e pecore continueremo a crederci il sale della terra."

"Che vuoi che sia l’amore? Fuoco e fiamme per una anno e cenere per cento."

quinta-feira, outubro 04, 2007

Os Meus Filmes 7: The Godfather I

Don Corleone: I spent my whole life trying not to be careless. Women and children can be careless. But not men.

Michael: My father is no different than any powerful man, any man with power, like a president or senator.
Kay Adams: Do you know how naive you sound, Michael? Presidents and senators don't have men killed.
Michael: Oh. Who's being naive, Kay?


Calo: In Sicily, women are more dangerous than shotguns.

Don Corleone:I never wanted this for you. I worked my whole life - I don't apologize - to take care of my family, and I refused to be a fool, dancing on the string held by all those bigshots. I don't apologize - that's my life - but I thought that, that when it was your time, that you would be the one to hold the string. Senator Corleone; Governor Corleone. Well, it wasn't enough time, Michael. It wasn't enough time.
Michael: We'll get there, pop. We'll get there.

Michael: [speaking to Carlo] Only don't tell me you're innocent. Because it insults my intelligence and makes me very angry.


Tom Hagen: [after finding out Tessio sold Michael out] Tessio. I always thought it would be Clemenza.
Michael: It's the smart move. Tessio was always smarter.

Os Meus Filmes 6: Risky Business

Miles: Joel, you wanna know something? Every now and then say, "What the fuck." "What the fuck" gives you freedom. Freedom brings opportunity. Opportunity makes your future.

Miles: Say "what the fuck."... If you can't say it, you can't do it.


Joel: [about Lana] It was great the way her mind worked... No guilt, no doubts, no fear. None of my specialities. Just the shameless pursuit of immediate gratification. What a capitalist.

Lana: So, how're we doin'?
Joel: Looks like University of Illinois!

Joel: My name is Joel Goodson. I deal in human fulfillment. I grossed over eight thousand dollars in one night. Time of your life, huh kid?

Os Meus Filmes 5: Forrest Gump

Forrest Gump: Stupid is as stupid does.
Bubba: My given name is Benjamin Buford Blue, but people call me Bubba. Just like one of them ol' redneck boys. Can you believe that?
Forrest Gump:My name's Forrest Gump. People call me Forrest Gump.


Forrest Gump: In the land of China, people hardly got nothing at all.
John Lennon: No possessions?
Forrest Gump: And in China they never go to church.
John Lennon: No religion too?
Dick Cavett: Ah. Hard to imagine.
John Lennon: Well it's easy if you try, Dick.




domingo, setembro 30, 2007

Os Meus Filmes 4: The Thomas Crown Affair



Os Meus Filmes 3: Dangerous Liasons

Marquise de Merteuil: You'll find the shame is like the pain, you only feel it once.

Vicomte de Valmont: I often wonder how you manage to invent yourself.

Vicomte de Valmont: It's beyond my control.

Os Meus Filmes 2: Citizen Kane

Os Meus Filmes 1: Matrix