
Jessica Alba.
Quando il povero dona al ricco, il diavolo se la ride


Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
- Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Me dói a lua me soluça o mar
E o exílio se inscreve em pleno tempo
(Pátria)
Será que Segolene vai ganhar? Não sei.

Este foi o Pina Moura que chumbou anos na Faculdade de Engenharia do Porto para assegurar o burgo ao PC. E que depois se filiou no PS. E que depois foi ministro inefável, por saber tanto do mester como eu das intricâncias do fabrico de alguidares. E que depois capitalizou a experiência política ao serviço dos seus interesses, e de interesses espanhóis.
E que está em vias de ser tornar o próximo Miguel de Vasconcelos.
| What though the radiance which was once so bright |
| Be now for ever taken from my sight, |
| Though nothing can bring back the hour |
| Of splendour in the grass, of glory in the flower; |
| We will grieve not, rather find |
| Strength in what remains behind |




It reminds me of when I first used to knock on doors as a canvasser and was told if they owned their own home they were Tories.
Choice a Tory word?
Tell that to 50 per cent of heart patients who have exercised it to get swifter operations and help bring cardiac deaths down 16,000 since we came to power.
(...)Choice is not a Tory word.
Choice dependent on wealth; those are the Tory words.
The right to demand the best and refuse the worst and do so not by virtue of your wealth but your equal status as a citizen, that's precisely what the modern Labour Party should stand for."
A ler também o seu discurso no Congresso do Partido em Setembro deste ano.





Aqui e ali, em artigos, costumo ler referências à teoria do Eterno Retorno. Investiguei: a sua tese é a da natureza cíclica da História. A História seria doentiamente cíclica porque repetimos todas as situações e sentimentos humanos, desde os primórdios; os elementos basilares do ser humano não mudaram nem mudarão.
Embora algo nela soe fundamentalmente verdadeiro, acho que há mais no ser humano para além da sociedade do Antigo Testamento. A diferença individual, genética, e a evolução da sociedade são factores igualmente importantes que os nossos desejos primitivos. Mas reconheço que é para mim uma aventura tentar abordar esse tema, e tento registar apenas o essencial.
Concordo, sobretudo, que é demasiado humana a assumpção de que vamos ser algo que o mundo nunca viu, e ter mais coragem, mais inteligência do que os nossos antepassados. Pensamos neles (se chegarmos a pensar) mergulhados num profundo obscurantismo. Há um desrespeito generalizado pelo Passado, e nunca se pode compreender o que se não respeita. Só não sei se esse desrepeito é intrínseco à natureza humana, ou se estará antes relacionado com a evolução dos tempos.
Choca-me sobretudo o vil esquecimento da Medicina, e os esforços que os intérpretes dessa arte fizeram ao longo da História para que nós mais facilmente a pudéssemos esquecer. Damo-nos o luxo de viver em função do imediato, porque autênticos heróis devotaram a sua vida à anestesia, assépssia, vacinação, transplantação, etc. Quantas vezes nos lembramos do sofrimento humano evitado? Quantas vezes nos lembramos dos olhares de desespero e angústia, dos gritos e gemidos pela noite, da indignidade? Pois é. Longe da vista, longe do coração. E a vista lá se vai fixando naquele carro, naquela mulher, naquela oportunidade de enriquecer, naquela experiência ousada.
Não só esquecida, a Medicina tem vindo a ser instrumentalizada e mesmo traída pelos seus intérpretes. Simplesmente porque quem a pratica são... seres humanos. E como o mercado, mais do que o sonho, comanda a vida, nem se lhes é exigido que tenham uma cultura humana compatível com tão especial mester. Se a cirurgia plástica evolui mais que a cura para a malária e um cirurgião não o é sem um Porsche, é pena, mas é coisa humana.
Sempre achei que os verdadeiros médicos eram, como Ernesto Roma, príncipes do povo. Emergem pelo bem comum, e trabalham pela sua comunidade, sem maior prazer na vida que esse. São povo e não o são ao mesmo tempo. E o povo inequívoco também sempre lhes foi grato, e deles guardava memória.
Talvez esse povo já não exista. Ainda bem, porque isso significa, para usar a popular expressão, que subimos de vida. Agora já a podemos carregar de aspirações que nos elevam ou deprimem, consoante as cumpramos ou não. Mas talvez por já não haver esse povo, menos sejam aqueles que se lhe dedicam a vida. Podíamos ao menos lembrar os que o fizeram no passado.
terá sido um dos grandes responsáveis pela carreira desse Benfica mítico, porque impunha autoridade no balneário, cobrindo a retaguarda do técnico brasileiro. “É algo que nunca foi relevado, mas deve-se a ele, Caiado, grande parte dos êxitos do Benfica na década de 60, que culminaram com a conquista de dois títulos europeus. Dentro e fora do campo era com ele que os jogadores mais lidavam. Tinha um forte carácter, aplicava a disciplina com mão-de-ferro, mas foi dessa forma que o Benfica cresceu e se fez o grande clube que hoje é. Marcou um tempo”. Esses homens que tratam dos pequenos pormenores sao esquecidos com demasiada frequencia, até porque têm demasiada importancia.