quinta-feira, abril 09, 2009

Os Fundamentais 2

"(...)
Não existe pecado do lado de baixo do Equador
Vamos fazer um pecado, rasgado, suado a todo vapor
(...)"

da canção "Não existe pecado do lado de baixo do Equador", de Chico Buarque.

terça-feira, abril 07, 2009

Os Fundamentais 1

Demasiadas pressões, correrias, tonterias, e teorias.

Pausa. Paz.

Vamos rever os fundamentais.


No Espaço



Nebulosa em torno do pulsar (definição aqui) B1509-58. Uma mão sideral, um braço cósmico, que tenta agarrar as estrelas.

segunda-feira, abril 06, 2009

Vamo Falar de Mulher

Filho de Ulisses

Desculpa se sei o que queres
Desculpa se não sou quem procuras,
Ou não quero ser,
E podes ser tu quem quiseres
Tentar enquanto o não disseres,
Mas nunca, nunca convencer -
Em ti o deves saber.

Desculpa se procuro algo mais -
Diferente,
Que estou certo de encontrar.
Ah, e tu dirás
Que gente é essa
Com que teimo em sonhar…?

Mas esse sonho tem que existir,
Essa ilha perdida no oceano
E navegarei, sempre a sorrir,
Filho de Ulisses,
Nunca na rota
Do teu engano.

Pedro Oliveira

domingo, abril 05, 2009

Boa Acção do Dia 19

A propósito do Ano Internacional da Astronomia, de que tomei conhecimento nos posts de José Pacheco Pereira no Abrupto, e de uma sugestão, do Edu, acerca de um anúncio muito especial, a vós de reflectirem o quão insignificantes somos realmente, neste mundo. Vale a pena ler e escutar, por ele mesmo lido, todo o texto de Carl Sagan.

E é por tudo isto que eu, tolerante com todas as pessoas, só não tenho paciência para quem não tem o mínimo de humildade na sua existência - ou finge ter. Mas nesse aspecto, basta recordar Einstein: "Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I'm not sure about the the universe".


"From this distant vantage point the earth might not seem of any particular interest. But for us it's different.

Consider again at that dot. That's here. That's home. That's us. On it everyone you love, everyone you know, everyone you ever heard of, every human being who ever was, lived out their lives. The aggregate of our joy and suffering, thousands of confident religions, ideologies, and economic doctrines, every hunter and forager, every hero and coward, every creator and destroyer of civilization, every king and peasant, every young couple in love, every mother and father, hopeful child, inventor and explorer, every teacher of morals, every corrupt politician, every "superstar," every "supreme leader," every saint and sinner in the history of our species lived there--on a mote of dust suspended in a sunbeam.

The Earth is a very small stage in a vast cosmic arena. Think of the rivers of blood spilled by all those generals and emperors so that, in glory and triumph, they could become the momentary masters of a fraction of a dot. Think of the endless cruelties visited by the inhabitants of one corner of this pixel on the scarcely distinguishable inhabitants of some other corner, how frequent their misunderstandings, how eager they are to kill one another, how fervent their hatreds.

Our posturings, our imagined self-importance, the delusion that we have some privileged position in the Universe, are challenged by this point of pale light. Our planet is a lonely speck in the great enveloping cosmic dark. In our obscurity, in all this vastness, there is no hint that help will come from elsewhere to save us from ourselves.

The Earth is the only world known so far to harbor life. There is nowhere else, at least in the near future, to which our species could migrate. Visit, yes. Settle, not yet. Like it or not, for the moment the Earth is where we make our stand.

It has been said that astronomy is a humbling and character-building experience. There is perhaps no better demonstration of the folly of human conceits than this distant image of our tiny world. To me, it underscores our responsibility to deal more kindly with one another, and to preserve and cherish the pale blue dot, the only home we've ever known."


É que, para além da nossa - relutante - insignificância... "el tiempo corre muy deprisa".

sábado, abril 04, 2009

Homem Livre do Mundo

Eu sou um homem livre
Que livre, enfim, seria

Se nesta prisão quisesse

Da liberdade, o dia.


Eu sou um homem que ganha

A vida a cada manhã

A vida que à rede calha

Maré, após maré,

Na busca

Do meu leviatã.


Eu sou um homem, e senti

A dor alheia, mas nunca estranha,

Eu sou o homem que escolhi -

Se a vida nunca se ganha,

Eu jamais a perdi.


Eu sou o homem que sabe

Que espera, e nunca desiste

E não sou homem que me gabe,

Amo só aquilo que existe,

Temo só que o pouco acabe.

Pedro Oliveira

domingo, março 29, 2009

Boa Acção do Dia 18

"A Origem das Espécies". O blog de Francisco José Viegas (FJV) é a mais honesta mistura que conheço de prazeres - mulheres, fumo, cultura (creio que a boa mesa ficará para outro formato) - com o mundano. Acabo por concordar com a maioria das opiniões - futebolísticas inclusive (ou sobretudo), mesmo sendo eu sportinguista.

Que me perdoem quebrar a regra de somente elogiar gratuitamente outro português quando haja morrido, mas as referências de FJV a outros blogs - sempre de grande qualidade - merecem a tal arcaica distinção de 'classe pessoal'.

E depois, claro, quem tenha lido as crónicas de António Sousa Homem (a mais bela 'faena' literária contemporânea de que me recordo enquanto leitor), ou, como eu, considere a revista 'Ler' provavelmente a melhor revista portuguesa neste momento (apesar de temática), tem mesmo que, face ao panorama de aridez consentida na sociedade portuguesa, elogiar FJV.

sábado, março 28, 2009

Importador de Pecados

Ele era
Importador de pecados,
Chegados
Pela madrugada
Embalados,
Comprados por quase nada.

Às vezes nem reconhecia
Aquela dor, estranha agonia
De um outro povo...
Mas seus pecados importava,
A qualidade estranhava -
E importava-os de novo.

Que não os sabia produzir,
Que não queria arriscar,
E então pecados importava,
Por a si não lhe importar.

Um dia lhe disse alguém
De estar assim gastando a vida,
Pagando o pecado ao vintém
Da felicidade contida.

“Mas se há tanta gente a comprá-los
Mesmo gastos, e mal-feitos!”
Defendeu.
“Muita gente tem defeitos
E só não sabe como usá-los…”
Esse amigo respondeu.

“Essa vida que prodigam
Para eles alguém poupou...
Ouve o que te digo -
De uma vez -
Aprende a pecar - sem medo,
Como faz um português.”

Pedro Oliveira

História de Desgraçado

Chamem-me
Desgraçado
Mas cuidado,
Que eu tenho
A graça de estar bem.

Afinal, quem
Me desgraçou nem fui eu,
Mas eu não clamei
Contra a desgraça
Suave…
Que se me acometeu.

Não é demasiada,
E não é minha por inteiro,
Mas é tão bem sempre desgraça
Memória de um outro certo,
Passo em fuga ao verdadeiro.

Fico de nome, pois, Desgraçado -
O último como o primeiro.

Chamem-me... o que quiserem
Afinal,
Já fui eu quem outrora
Julgou, chamou.

Se bem me lembro, por isso
A desgraça começou.

Pedro Oliveira

sexta-feira, março 27, 2009

Re: Playboy Portuguesa

Vejo-me obrigado a discordar do PGuerra quanto à Playboy portuguesa: nada tenho contra a escolha de Mónica Sofia para primeira capa. A verdade é que não existem assim tantos nomes de famosas passíveis de capa de estreia em Portugal.

Para além disso, o estilo da revista tem que se impôr primeiro para conseguir determinadas mulheres de renome - idealmente, como na versão brasileira, evoluindo para um patamar quase de 'honraria'. Só após o primeiro número essa cultura vai estar ou não... explícita, para as várias outras famosas que possam ser convidadas.

Pessoalmente, prevejo até que, mais do que as famosas já existentes, a Playboy portuguesa vá ela própria descobrir - e criar - mulheres famosas. Para que o projecto possa ter sustentabilidade em Portugal, claro.

E eu - está na cara - sou dos que deseja intensamente que tenha.


O Futuro

Não podem deixar de abrir este link e ver como será o futuro...impressionante.

http://pauloquerido.pt/tecnologia/voce-leitor-quer-passar-se/

Playboy Portuguesa

Amanhã é dia festivo, a playboy portuguesa vai para as bancas.
Até aqui tudo bem. O problema (não é bem um problema), é que neste género de coisas as revistas na sua primeira edição têm sempre uma capa de sonho, para causar impacto, geralmente, escolhem sempre alguém de renome.
Perante a escolha da Mónica Sofia (QUEM?), dá vontade de dizer que nos estreámos à portuguesa...fraquinho, fraquinho.

PS: Antes a Mónica Sofia que uma Soraia Karina ou uma Leila Vanessa.

O Estado

Dou comigo a pensar como na minha vida, dessas coisas que o Estado dá a tantos portugueses: bolsas, subsídios, ajudas, etc., em nada creio ter sido - directamente, pelo menos - agraciado.

Para mim a 'mama' do Estado é como aquilo dos acidentes - só acontece aos outros. Pode ser que eu um dia, se não tiver cuidado, dê uma guinada na direcção e vá parar a uma avença confortável. Ou não respeite um vermelho e entre numa repartição amena.

Nada de grave, claro - só uns princípiozitos partidos, só umas escoriações superficiais na moral. Nada de sério. Mas é que eu ainda teimo em ter cuidado. Raios.

É assim, o célebre 'Estado'. Farto de ouvir dele na TV e jornais, mas - lá está - tantas vezes parece ser coisa só 'dos outros'.

quinta-feira, março 26, 2009

No Need For Weed?

Ok. Se o Obama diz, eu não vou insistir. Então nesse caso, meus caros, já só me resta a outra proposta: fechar o país e meter tudo a trocar a 'chicha' para as ideias fluírem. Mas sem deixar cair no chão. Isso é que era bonito.

Against The System

Uma das declarações mais honestas que ouvi nos últimos tempos foi esta, de Mickey Rourcke, após o seu recente 'comeback' nos cinemas:

"I made some stupid, jerky, fall-on-my-ass mistakes, for fifteen years, and I regret a lot. A lot. Hollywood didn’t kick my ass; I kicked my ass. You go up against the system, you don’t win. I lost. That was it. I lost. Humbling."*

Reconhecer que se foi contra o sistema - e se foi trucidado por ele. Eis algo que não se ouve todos os dias.

*bold meu

terça-feira, março 24, 2009

Just Glance

Entrevista de Lady GaGa ao Ípsilon, do Público.

Boa Acção do Dia 17

Para que possam ficar contextualizados, na preparação para o dia do primeiro número, aqui vos deixo o arquivo - inusitadamente navegável - de 53 números, de 1954 a 2006.

Para os amantes do vintage, em especial - mas para todos aqueles que sentiram ou sentem o fascínio pelo etéreo universo da Playboy.

As revistas estão integralmente digitalizadas. Acreditem - esta é mesmo uma excelente acção. Não têm de quê.

Ladies and Gentlemen

Eu sempre gostei de ler. Não - todo o género de livro, jornal. Até à revolução gráfica do 'Público', eu era um fiel devoto. Se eu não gostasse tanto de ler - e escrever - este blog não existiria.

A imprensa portuguesa degradou-se com o 'benchmarking', perdeu heterodoxia, e gente dedicada ao que mais gostava. É pena.

Mas no meio deste cinzentismo, meus amigos, faltam menos de 3 dias para o primeiro número - histórico - da mais amada revista. Como? Não, estão enganados - é muito mais que isso. E tudo aquilo que eu enunciei acima se aplica. Verão.

Do Generosità ficam os votos de que seja tudo aquilo que pode ser.



Finalmente, o amor às mulheres - para cavalheiros.

domingo, março 22, 2009

A Mini

Como disse: custou, mas valeu imensamente o esforço.